Sai pra lá, urubu: Dê uma distância regulamentar tomando como ponto de referência a minha pessoa, ó imensa ave com predomínio de melanina negra e comedora de carcaças animais.Nem eu te ligo nem você me telefona: A partir do exato instante, ambos os interlocutores estamos proibidos de utilizar a revolucionária invenção de Graham Bell.
Vê se não me enche o saco: Dê o distinto indivíduo um basta neste expediente de inflar a minha bolsa escrotal.
Pernas, pra que te quero: Membros inferiores sustentadores do corpo, nunca os desejei tanto quanto neste momento.
Vai chupar prego pra ver se vira tachinha: Diminua consideravelmente a massa do apetrecho férreo através da sucção.
Vai ver se eu estou na esquina: Dirija-se à intersecção das vias públicas de modo a constatar minha atual localização.
Joga a mãe pra ver se quica: Arremesse a sua progenitora de modo a observar na mesma a aplicação ou não da segunda lei de Newton.
A rapadura é doce, mas não é mole: A deliciosa guloseima cearense possui altas taxas calóricas, porém é dotada de incrível rigidez.
Quem com ferro fere, com ferro será ferido: Quem com o metal proveniente da hematita causa escoriações, com este será corporalmente lesado.
Quem cochicha o rabo espicha: O indivíduo que murmura, o apêndice caudal se alonga.
O rato roeu a roupa do rei de Roma: O roedor triturou com a arcada dentária a vestimenta do monarca da capital da pátria de Leonardo da Vinci.
Quem vê cara não vê coração: Aquele que visualiza o semblante deixa de visualizar o órgão cardíaco.
( O Vulgar e o Chique )
[ postado neste blog em abril, 2007 ]

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