terça-feira, maio 15, 2007

A Essência da Sabedoria

A essência da sabedoria está presente em tudo que os grandes instrutores transmitiram antes e depois de Jesus, O Filho de Deus. "Gandhi, que era hindu, afirmou que se todas as escrituras sagradas desaparecessem da face da Terra, e só restasse o Sermão da Montanha, nada estaria perdido.

Huston Smith, professor do MIT, Universidade de Washington e Syracuse, autor de As Religiões do Mundo, afirma que “toda religião tem alguma versão da Regra de Ouro”, conforme consta do site da UFRGS, capítulo 8 - Organização das Nações Unidades:

Budismo: - "Não firas os outros de um mo do que não gostarias de ser ferido" Udanda-Varqa 5:18
Confucionismo: - "Eis por certo a máxima da bondade: Não faças aos outros o que não queres que façam a ti" Analectos XV, 23
Cristianismo: - "O que quereis que os homens vos façam, fazei -o também a eles." Lucas 6:31

Fé Bahá'í: - "Não desejar para os outros o que não deseja para si próprio, nem prometer aquilo que não pode cumprir." Gleenings
Hinduísmo: - "Esta é a soma de toda a verdadeira virtude: trate os outros tal como gostarias que eles te tratassem. Não faças ao teu próximo o que não gostarias que ele depois fizesse a ti." Mahabharata
Islamismo: - "Nenhum de vós é um crente até que deseje a seu irmão aquilo que deseja para si mesmo." Sunnah

Judaísmo: - "O que te é odioso, não faças ao teu semelhante. Esta é toda a Lei, o resto é comentário." Talmude, Shabbat 31a
Taoísmo: - O homem superior "deve apiedar-se das tendências malignas dos outros; olhar os ganhos deles como se fossem seus próprios, e suas perdas do mesmo modo." Thai-Shang
Zoroastrismo:- "Aquela natureza só é boa quando não faz ao outro aquilo que não é bom para ela própria" Dadistan-i Dinik 94:5

Além destas há outras, como o Espiritismo, uma corrente de pensamento filosófico e religioso, cujo princípio básico é a prática da caridade, significando sacrifício do interesse pessoal, pelo bem do próximo; saber perdoar e tolerar as imperfeições do outro.

Apesar disso tudo o mundo vive crises cíclicas de ódio e desamor. O fenômeno do surgimento ininterrupto de tantas religiões e filosofias ao longo dos séculos pode ser bem compreendido por uma frase de André Gide, Prêmio Nobel da Literatura em 1947: "Tudo já foi dito antes, mas como ninguém escuta, é preciso dizer de novo”.

Quem dá uma pista da possível causa fundamental dessa repetição infindável e, ao mesmo tempo, do “eterno retorno”, é o filósofo austríaco Martin Buber (em O Caminho do Homem): “Existem três princípios no ser e na vida do homem. O princípio do pensamento, da fala e da ação. A origem de todo o conflito entre eu e meus semelhantes é que não digo o que penso, e não faço o que digo”.

Assim, parece que o problema central do homem não é necessariamente mais conhecimento, nem mais religião. Há muitos caminhos respeitáveis e cada um sintoniza com o que lhe tocar mais o coração e a razão. O problema central é termos a coragem e humildade de nos perguntarmos diariamente , a cada momento: como eu estou vivendo ou vivenciando (interior e exteriormente) o que já conheço e valorizo?

Se a pergunta e a resposta forem sinceras vão nos incomodar, contudo parece não haver outro caminho para evoluir, para nos tornarmos melhores seres humanos, e afinal nos tornarmos verdadeiramente humanos. Há décadas afirma-se com entusiasmo e otimismo que entramos na Era da Informação e do Conhecimento, mas será que não precisamos mesmo é entrar na Era da Sabedoria e da Consciência?"

( extraído do Blog do Nassif )

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