terça-feira, abril 10, 2007

O vulgar e o chique

Sai pra lá, urubu: Dê uma distância regulamentar tomando como ponto de referência a minha pessoa, ó imensa ave com predomínio de melanina negra e comedora de carcaças animais.
Nem eu te ligo nem você me telefona: A partir do exato instante, ambos os interlocutores estamos proibidos de utilizar a revolucionária invenção de Graham Bell.
Vê se não me enche o saco: Dê o distinto indivíduo um basta neste expediente de inflar a minha bolsa escrotal.
Pernas, pra que te quero: Membros inferiores sustentadores do corpo, nunca os desejei tanto quanto neste momento.
Vai chupar prego pra ver se vira tachinha: Diminua consideravelmente a massa do apetrecho férreo através da sucção.
Vai ver se eu estou na esquina: Dirija-se à intersecção das vias públicas de modo a constatar minha atual localização.
Joga a mãe pra ver se quica: Arremesse a sua progenitora de modo a observar na mesma a aplicação ou não da segunda lei de Newton.
A rapadura é doce, mas não é mole: A deliciosa guloseima cearense possui altas taxas calóricas, porém é dotada de incrível rigidez.
Quem com ferro fere, com ferro será ferido: Quem com o metal proveniente da hematita causa escoriações, com este será corporalmente lesado.
Quem cochicha o rabo espicha: O indivíduo que murmura, o apêndice caudal se alonga.
O rato roeu a roupa do rei de Roma: O roedor triturou com a arcada dentária a vestimenta do monarca da capital da pátria de Leonardo da Vinci.
Quem vê cara não vê coração: Aquele que visualiza o semblante deixa de visualizar o órgão cardíaco.

Um comentário:

Anônimo disse...

hahaha
Eu conheço outro:
Nem que a vaca tussa: Sequer considerar a possibilidade da fêmea bovina vir a expelir fortes contrações abdominais devido a presença de algum corpo estranho em suas vias respiratórias.