Como será que eles conseguem financiamentos para pesquisas desse tipo? Até programas de TV discutem a questão. Já que os estudos não deveriam ter sido produzidos, isso quer dizer que não havia interesse na produção deles (pudera). Mas depois de produzidos (já que foram, embora desnecessariamente) ganham "prêmios" que não deveriam ter ganho, uma vez que não deveriam ter sido realizados.
Ou talvez tenham sido produzidos na intenção de ganhar o Ignobel. Ou seja, ganhar o Ignobel deve ter alguma vantagem, ao menos criar fama. Mas é possível ser levado a sério depois de um prêmio desse...? Certos mistérios são mesmo muito misteriosos.
O texto foi retirado do site de notícias da Agência Estado. Assumimos total responsabilidade pelos comentários entre colchetes.
"Prêmio Ignobel é entregue
O prêmio Ignobel, uma paródia do respeitado Nobel (e concedido para Medicina ou Fisiologia, Física e Química) é dado àqueles estudos "que não podem ou não deveriam ser reproduzidos".
A brincadeira é feita há 16 anos pela revista científica de humor Anais da Pesquisa Improvável e tem como lema "Pesquisas que fazem as pessoas rirem e depois pensarem". Os laureados receberam o prêmio das mãos de verdadeiros vencedores do Prêmio Nobel em uma cerimônia na Universidade Harvard.
Ao contrário do que se possa imaginar, os homenageados levam a piada na esportiva. Neste ano, oito dos dez compareceram ao evento. E muitos consideram até mesmo que se trata de um honra, afinal pelo menos assim sua pesquisa aparece.
Lista de alguns trabalhos premiados:
Ornitologia: Ivan R. Schwab (EUA). Explicou por que pica-paus não sentem dor de cabeça. [Interessantíssimo]
Literatura: Daniel Oppenheimer (EUA), pelo artigo "Conseqüências do amplo uso da erudição vernacular: problemas com o uso de longas palavras sem necessidade". [Que coisa]
Paz: Howard Staleton (País de Gales). Inventou um dispositivo sonoro repelente de adolescentes. [Este pode ter alguma utilidade, não deveria concorrer]
Acústica: Lynn Halpern, Ranolph Blake e James Hillenbrand (EUA). Explicaram por que som de unhas arranhando lousa irrita. [Irrita mesmo, é preciso saber a razão]
Matemática: Nic Svenson e Piers Barne (Austrália). Calcularam quantas fotos são necessárias para que ninguém no grupo saia com olhos fechados. [Este eu considero fundamental]
Medicina: Francis M. Fesmire (EUA). Tratou soluços com "massagem digital no reto". [ ????? ]
Física: Basile Audoly e Sebastien Neukirch (França). Descobriram por que espaguete seco ao ser dobrado se quebra normalmente em mais de dois pedaços." [Sempre notei isso]
(Agência Estado)

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