segunda-feira, outubro 09, 2006

Prêmio Ignobel 2006

Como será que eles conseguem financiamentos para pesquisas desse tipo? Até programas de TV discutem a questão. Já que os estudos não deveriam ter sido produzidos, isso quer dizer que não havia interesse na produção deles (pudera). Mas depois de produzidos (já que foram, embora desnecessariamente) ganham "prêmios" que não deveriam ter ganho, uma vez que não deveriam ter sido realizados.

Ou talvez tenham sido produzidos na intenção de ganhar o Ignobel. Ou seja, ganhar o Ignobel deve ter alguma vantagem, ao menos criar fama. Mas é possível ser levado a sério depois de um prêmio desse...? Certos mistérios são mesmo muito misteriosos.

O texto foi retirado do site de notícias da Agência Estado. Assumimos total responsabilidade pelos comentários entre colchetes.

"Prêmio Ignobel é entregue

O prêmio Ignobel, uma paródia do respeitado Nobel (e concedido para Medicina ou Fisiologia, Física e Química) é dado àqueles estudos "que não podem ou não deveriam ser reproduzidos".

A brincadeira é feita há 16 anos pela revista científica de humor Anais da Pesquisa Improvável e tem como lema "Pesquisas que fazem as pessoas rirem e depois pensarem". Os laureados receberam o prêmio das mãos de verdadeiros vencedores do Prêmio Nobel em uma cerimônia na Universidade Harvard.

Ao contrário do que se possa imaginar, os homenageados levam a piada na esportiva. Neste ano, oito dos dez compareceram ao evento. E muitos consideram até mesmo que se trata de um honra, afinal pelo menos assim sua pesquisa aparece.

Lista de alguns trabalhos premiados:

Ornitologia: Ivan R. Schwab (EUA). Explicou por que pica-paus não sentem dor de cabeça. [Interessantíssimo]

Literatura: Daniel Oppenheimer (EUA), pelo artigo "Conseqüências do amplo uso da erudição vernacular: problemas com o uso de longas palavras sem necessidade". [Que coisa]

Paz: Howard Staleton (País de Gales). Inventou um dispositivo sonoro repelente de adolescentes. [Este pode ter alguma utilidade, não deveria concorrer]

Acústica: Lynn Halpern, Ranolph Blake e James Hillenbrand (EUA). Explicaram por que som de unhas arranhando lousa irrita. [Irrita mesmo, é preciso saber a razão]

Matemática: Nic Svenson e Piers Barne (Austrália). Calcularam quantas fotos são necessárias para que ninguém no grupo saia com olhos fechados. [Este eu considero fundamental]

Medicina: Francis M. Fesmire (EUA). Tratou soluços com "massagem digital no reto". [ ????? ]

Física: Basile Audoly e Sebastien Neukirch (França). Descobriram por que espaguete seco ao ser dobrado se quebra normalmente em mais de dois pedaços." [Sempre notei isso]

(Agência Estado)

domingo, outubro 08, 2006

Drummond


A madureza, essa terrível prenda
que alguém nos dá, raptando-nos, com ela,
todo sabor gratuito de oferenda
sob a glacialidade de uma estela,

A madureza vê, posto que a venda
interrompa a surpresa da janela,
o círculo vazio, onde se estenda,
e que o mundo converte numa cela.

A madureza sabe o preço exato
dos amores, dos ócios, dos quebrantos,
e nada pode contra sua ciência

e nem contra si mesma. O agudo olfato,
o agudo olhar, a mão, livre de encantos,
se destroem no sonho da existência.

("A Ingaia Ciência" - Carlos Drummond de Andrade)

sexta-feira, outubro 06, 2006

Das intenções...

Bem, finalmente entramos no jogo. Entramos com a partida em andamento, mas tudo bem. Leitura virtual, informação computadorizada, a via net, gigabytes, o vasto mundo de Drummond...

A intenção é falar de tudo o que for possível ser falado, dentro das possibilidades: música, letra e poesia, discos e livros, reportagens, jornais, esporte, textos e leituras, pessoas, sons, violão, cinema, filmes, vídeos, séries, programas, indicações, enfim, comentar o andamento das coisas ( do que soubermos "a quantas anda", ou tivermos ao menos uma relativa noção, evidentemente).

Há esperança de também colocarmos algumas coisas em inglês, se e quando possível. Não temos grande conhecimento mas seguimos estudando. Na verdade, além do gosto pelo idioma, a idéia é nos divertirmos e também treinar um pouco, não é de bom tom ignorar uma língua tão difundida e de uso corrente naquele vasto mundo drummondiano, já citado.

Ou seja, vamos pra cima pois o tempo requer urgência. Mas vamos sem pressa, para não nos inquietarmos desnecessariamente. A pressa é inimiga da perfeição. Mas, pensando melhor: se nada é perfeito, excetuando-se o Todo-Poderoso, por que a preocupação? Não vamos mesmo chegar à perfeição. Então, vamos pra cima e aceitemos as imperfeições, fazem parte de nós e da vida. O que não implica necessariamente em sermos afobados e descuidados. Devemos procurar fazer o melhor, é o mínimo que todos merecemos.

Façamos o seguinte: vamos, simplesmente...

Nota: E seja o que Deus quiser...

Inaugurando



Estamos, neste momento, inaugurando o blog. Mundo blogueiro, chegamos! E, aproveitando: Uni-vos!